20 de mai de 2014

Aceitar dói menos?


De uns tempos para cá o bordão: "aceita que dói menos" tomou conta do vocabulário de uma grande parte da população. Mas, será?

Emprego ruim, relacionamento sem sal, espinha na ponta do nariz... Você ficaria tranquilo e confortável no meio disso tudo? 

Estamos tão acostumados a comer enlatados, casar na igreja e assistir novela, que fica difícil saber o que realmente nos faz feliz. 

Mesmo antes de nascermos boa parte da nossa vida já está definida. São anos dedicados à escola, emprego e universidade. Aprendemos a fazer contas e interpretar textos, só não nos estimulam a duvidar. 

É tudo tão programado que fugir do cronograma é loucura, uma audácia totalmente sem razão.

Duvidar dói, tira o chão, desconstruímos verdades absolutas e sofremos ao perceber que o padrão não nos deixa sorrir. O certo logo vira errado quando entendemos que gostamos daquilo que ninguém nos contou.

Já ficar "na mesma" é segurança garantida. Nada vai mudar e você sabe onde vai chegar. Não tem emoção, mas é calmaria.

E, por isso, talvez, aceitar doa menos, mas questionar nos faça ganhar bem mais.

Be happy! 



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