18 de jun de 2014

Quando o amor do outro morre...

Te liguei ontem três vezes só pela manhã. À tarde já tinha espalhado cartazes no centro da cidade e também nos hospitais. Gritei seu nome em voz alta e até usei um megafone, mas foi em vão. Ninguém viu, ouviu ou soube explicar. 

O escurecer fez com que eu me desesperasse mais e mais. Busquei na Internet o nome de todos os Santos existentes. Fiz promessas para que se você voltasse, eu diminuiria as gírias e até dormiria do outro lado da cama. 

Peguei algumas fotos antigas escondidas dentro de um cofre barato e não aguentei, chorei baixinho.

O café me manteve acordado até a outra manhã. Tomei um banho frio e, mesmo sem saber tragar, acendi um cigarro seu. Engasguei e chorei de novo e de novo...

Sem mais saber o que fazer bati na porta de uma senhorinha muito estranha, que me garantiu que em três dias estaria tudo resolvido, sem feridos, só amor. 

Mas se passaram três meses e o máximo que recebi foram as prestações do seu presente que comprei parcelado. 

Por fim, desisti e entendi que, quando o amor do outro morre, nem pacto o faz ressurgir!

4 comentários:

  1. Excelente reflexão da vida a dois. Parabéns!

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  2. Linda reflexão, acompanho seu blog e muitos textos ja me tocaram, mas esse me tocou de uma maneira muito mais profunda, me identifiquei demais ♡
    OBS: acho que ja te vi pelas ruas da cidade *-*

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