18 de dez de 2015

Então é Natal...

Então é Natal... Quando criança essa era minha data preferida, depois do meu aniversário, é claro. Me juntar com os meus primos, receber presentes e comer arroz de forno era tudo de melhor. Existia magia, pedidos e esperança... 

Não sei se foi eu que amarguei ou a vida que azedou, mas quando chega o fim do ano minha única vontade é entrar em uma caverna e só sair no carnaval. Não tem mais presente e o arroz parece que passou do ponto. 

Talvez Freud explicaria essa agonia, talvez não tenha explicação. 

É engraçado ver como certas datas e coisas mudam tanto com o passar do tempo. O que te alegrava ontem, hoje te deixa triste. 

Outra coisa que odeio, com todas as forças, é aquela velha brincadeira de amigo oculto. Acho um saco, nunca ganho o que quero e sempre tiro quem não gosto. 

Ainda sobre quem não gosto, têm sempre aqueles tios que perguntam todo santo ano: "E as namoradinhas?" O prato principal é sempre a torta de "climão".

Antes que vocês me critiquem, eu sei sim qual é o verdadeiro significado do Natal. 

Será que "o Cara" lá de cima curte essa festa de aniversário? Será que ele aprova as frutas cortadas em formas geométricas? 

Só sei que, por mim, esse ano não tem peru. 

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