11 de set de 2016

Eu sou o outro

Não sei se é carência, ou se tenho o ascendente em Câncer. Mas, a verdade, é que sempre tenho muito amor para dar. A frase pode até ser ruim, mas é verdadeira. 

Só no mês passado tive cinco cachorros imaginários com três amores platônicos. Sou do tipo que pensa até na tatuagem para fazer junto com o mozão. 

Bom, o que quero dizer é que gosto de compromisso sério, autenticado no cartório e abençoado pelo universo...

Ou gostava, já que esses dias conheci uma pessoa incrível: divertida, inteligente, estável emocionalmente e financeiramente. Partidão!

Mas, por algum motivo ainda desconhecido, simplesmente corri de tudo o que sempre fantasiei. Não quis papagaio, periquito, gato, cachorro ou banheira no quarto. 

Senti uma vontade louca de estar soltinho na vida, sem terra firme, jogado em alto mar. 

E quanto mais eu recebia provas de que tudo o que eu pedi no passado para Zeus, Iemanjá, Britney e Inri Cristo, tinha finalmente chegado, maior era a vontade de devolver esse presente para o Cosmos. 

E mesmo sabendo que estava perdendo um ser maravilhoso, continuei firme no propósito de não ser de ninguém. Totalmente sem remorso, fiz tudo desandar. Fui frio, preguiçoso e desinteressado. Acabei com tudo, derrotei o amor.

Agora, finalmente sei como é ser o outro: aquele que não liga no dia seguinte, que some no final de semana e responde "obrigado" depois de uma declaração. 

Não fiz por mal, juro! Não alimentei esperança e nem apresentei formalmente para os meus amigos ou parentes. 

Fui como foram comigo por inúmeras vezes. Agora entendo como é estar desse lado, e libero o meu perdão a todos. Também espero que o coração que parti, me perdoe. Desculpe!

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